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Apresentação
Marcos Arrais é artista e educador. Há mais de quinze anos, vem se dedicando às atividades de compositor, instrumentista, cantor, professor, arranjador, produtor, e mais recentemente, de pesquisa musical. Tem seu trabalho fundamentado nas tradições, nos, gêneros e nos ritmos da música brasileira urbana e regional, incorporando influências da música erudita e do jazz.

Formação Geral
Marcos é formado em Física pela Universidade de São Paulo (1990), Instituto onde iniciou os estudos em Acústica e realizou os primeiros trabalhos com Pesquisa Científica, tanto em Física Teórica, quanto Física  Experimental. 

Formou-se em Violão Clássico e Canto Lírico pela Escola Municipal de Musica de São Paulo (2001).

Mestre pela  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com pesquisa voltada para a canção popular e a música instrumental de Hermeto Pascoal, sob o suporte da Teoria Semiótica.

Formação Musical
Inicia seus estudos de música no interior do estado com o professor e violonista Paulo Martelli. Em 1991 ingressa na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde obtém a maior parte de sua formação teórica e técnica. Na EMM  aperfeiçoa-se na técnica do violão e na interpretação do repertório tradicional erudito e popular orientado pelo professor Henrique Pinto, com quem trabalha durante oito anos.

Inicia seus estudos de canto, em 1990, com o professor Francisco Campos. Na EMM, desde 1993, estuda a técnica e a interpretação  do repertório vocal com os professores, , Jarbas Braga e  Andréa Kaiser.
 
Dedica-se ao estudo da Teoria musical, da Harmonia, do Contraponto, História da Música, Música de Câmara, orientado pelos professores  Mário Vallério, Zácaro, Aida Machado, Naomi Munakata, entre outros.
  
Participa de diversos festivais e seminários em cursos de composição, violão , canto e música popular brasileira ( Campos do Jordão, Londrina, Curitiba, Mozarteum, Souza Lima, etc.)

Aprofunda-se no estudo dos gêneros musicais e ritmos populares, da improvisação, do arranjo, da música brasileira. Sua atual pesquisa concentra-se na tradição do cancioneiro popular e a vastidão do seu repertório, na música instrumental brasileira, especialmente o violão solista brasileiro, tradição de grandes compositores e intérpretes.

Produção Musical
Em 2000, lança seu primeiro trabalho solista registrado em CD, “Contra-ataque”, projeto realizado graças ao apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet.  Repertório formado  de sambas, choros, baiões, além de composições formalmente mais livres e experimentais. Composições de sua autoria e premiadas pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

No final de 2002, lançou seu segundo CD, "0 Segredo do Gol Impossível", uma coleção de canções de sua autoria, fortemente marcada pela originalidade dos arranjos e letras, e pela diversidade de ritmos: maxixe, sambas, côcos, bossa, toques de capoeira, entre outros.
Ao longo de 2002, desenvolveu o projeto "Violão Brasil", contando com incentivo do Ministério da Cultura, através de Lei de Incentivo a Cultura, onde interpreta o repertório formado por grandes compositores e arranjadores para violão solo, como Garoto, Dilermando Reis, João Pernambuco, Baden Powell, percorrendo, especialmente, a periferia da cidade de São Paulo.

Como intérprete, instrumentista e cantor, tem se apresentado, nos últimos anos,  em muitos projetos musicais desenvolvidos pelas prefeituras do Estado, pelas unidades SESC, como o Festival Internacional de Violão do Sesc Araraquara, Projeto Nova Safra, Circuito Cultural, Prata da Casa, entre outros. Além de grandes projetos, tem trabalhado ativamente nos bares, cafés e casas noturnas, especialmente da cidade de São Paulo, interpretando sambas, choros, serestas, baiões, vocais e instrumentais, da tradição da Música Popular Brasileira.

Produção Literária

Marcos Arrais publica, em 2008, seu primeiro livro de poesias “Velocidade da Carne”, editado pela Dix Editorial (publicação da Editora Annablume). O trabalho tem sido divulgado por meio de shows musicais, onde as poesias, que ganharam contornos melódicos e arranjos, são interpretadas pelo artista.

Premiações
Sua primeira coleção de peças escritas para violão foi premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA 95)como melhor obra solista instrumental do ano.
Como intérprete,  recebe, no mesmo ano, o prêmio ”Troféu Projeto MEU - Música Erudita Urgente”, pelas apresentações do repertório de “Contra-ataque”.

Participação em Congressos
2003 – I Congresso Internacional da Associação Brasileira de Estudos Semióticos  
            (Faculdade de Ciências e Letras da UNESP    – Araraquara/SP)
          Trabalho apresentado:“Composição e Arranjo na Música de Hermeto Pascoal”
2003 – VI Encontro dos Alunos de Pós-Graduação em Lingüística da USP
           Trabalho apresentado:”Do Arranjo Musical na Obra de Hermeto Pascoal”
2004 – X Colóquio do Centro de Pesquisas Sociossemióticas (PUCSP)
   Trabalho apresentado: “Por uma proposta de Análise do Plano de Expressão Musical”
2005 -  IV miniENAPOL de Semiótica (FFLCH - Univesidade de São Paulo)
         Trabalho apresentado: “Análise Semiótica da Canção “Caça à Raposa” ”


Atividade Didática
Desenvolve, desde 1989,  intenso trabalho didático, organizando cursos voltados para a técnica e interpretação violonísticas, para a música popular  brasileira (gêneros, ritmos, repertório),  para teoria e a percepção musicais, a composição, a harmonia e a improvisação, para a técnica vocal e a interpretação da canção popular brasileira. Atualmente é professor de Canto e Violão da Faculdade e Conservatório de Música Souza Lima.

Críticas
“Marcos Arrais dribla com arte, choras, valsas, sambas e ritmos nordestinos para marcar belos gols”
Folha de São Paulo – Carlos Bozzo Junior
“Arrais está buscando expressão própria no instrumento. Consegue várias vezes como na trabalhada Solitude, por exemplo.”
O Estado de São Paulo – Mauro Dias
“O violinista, compositor e arranjador paulista estréia em CD já ostentando maturidade artística”.
Gazeta Mercantil – Luiz Antônio Giron
“Compositor e arranjador, consegue, agora, um disco como instrumentista. Um trabalho quase solo: o violão protagonista é acompanhado apenas pela percurssão de Antonio Vicente. E tome samba, choro, sotaque nordestino e até valsa. Disco bom de ouvir, uma raridade: o som limpo das cordas de violão.”
Chiques e Famosos - Maurício Kubrusly  -
“Arrais não esconde suas raízes brasileiras e influências eruditas. Entre sambas, choros, ritmos nordestinos e faixas livres, sem estilo definido, ele demostra boa técnica na execução de belas melodias e harmonias.”
Guitar Player – David Hepner

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